A Taxa Selic vai cair ou não? Entenda como a taxa básica de juros pode afetar seu consórcio
Resumo da publicação
Neste artigo você descobrir se vale a pena fazer um consórcio quando a Selic está alta ou está baixa.
* Escrito por Caio Franco, especialista em Consórcios
Certamente ao acompanhar o noticiário você já deve ter ouvido falar frases como “a Taxa de Selic subiu” ou então “Na próxima reunião do Copom vão decidir se a Selic desce”, mas afinal o que essas frases querem dizer? E mais do que isso, qual o verdadeiro impacto deles no seu consórcio?
Sempre que uma nova reunião acontece, o mercado financeiro vive uma expectativa fervorosa: a projeção de que o Comitê de Política Monetária (Copom) dê início a um novo ciclo de redução ou aumento nos juros.
Essa movimentação gera um burburinho no mercado, pois influencia diretamente o custo do crédito e a rentabilidade das aplicações, colocando o consumidor diante de um dilema sobre o melhor momento para investir em seus sonhos.
Sendo assim, compreender esse movimento que envolve o Copom e a Selic é o diferencial para o planejamento, e pensando nisso criamos este guia. Acompanhe!
O que é o Copom e qual o seu papel nessa história?
Para entender a Selic, precisamos primeiro entender quem "manda" nela. O Copom (Comitê de Política Monetária) é um órgão do Banco Central do Brasil, formado pelo seu presidente e diretores. Imagine o Copom como o conselho de capitães de um grande navio chamado Economia Brasileira.
Eles se reúnem a cada 45 dias para analisar como está a inflação, o emprego e o crescimento do país. O principal objetivo desse comitê é cumprir a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para isso, eles usam a Taxa Selic como o seu principal instrumento:
- Se a inflação está alta: O Copom sobe a Selic para "esfriar" a economia;
- Se a economia precisa crescer: O Copom reduz a Selic para facilitar o crédito e o consumo.
As decisões do Copom são acompanhadas de perto porque elas definem quanto você vai pagar de juros no cartão de crédito, no cheque especial e, principalmente, no seu financiamento imobiliário ou de veículos.
O que é a Taxa Selic e por que ela é o "termômetro" do país?
A Taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela serve como a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação.
Quando a inflação está alta, o Banco Central sobe a Selic para encarecer o crédito e desestimular o consumo. Quando a inflação está controlada, a tendência é a queda da taxa para estimular a economia. Ela dita o custo de todos os empréstimos e financiamentos no país, mas também dita o quanto algumas aplicações podem render.
Mas afinal, o que o consórcio tem haver com a Selic?
Se nos empréstimos e financiamentos a Selic regula os juros, no Consórcio ela regula o valor de rendimento da carta de crédito após a contemplação.
Na prática isso acontece somente quando um consorciado é contemplado e opta por não usar o crédito imediatamente.
Isso acontece porque a variação da Selic não influencia no valor das parcelas do consórcio, visto que não há juros nelas. Sendo assim, é uma modalidade de crédito com previsibilidade de custo efetivo total estável.
Vale a pena contratar um consórcio com a Selic baixa ou alta?
A verdade é que isso é indiferente. Muitas pessoas cometem o erro de esperar a Selic cair para tomar uma decisão. No entanto, no consórcio, o melhor momento é sempre o agora;
- Poder de Compra Preservado: No consórcio o seu dinheiro acompanha o mercado através de reajustes anuais baseados em índices de preços, mantendo seu poder de compra independentemente da flutuação da Selic.
- Lance com FGTS: No caso de imóveis residenciais urbanos, você pode usar seu FGTS para ofertar um lance e acelerar sua contemplação, aproveitando o momento de baixa no mercado para negociar o bem à vista.
Viu só como fazer consórcio é a melhor opção para se livrar dos juros que flutuam em função da Selic? E na hora de contratar um, lembre-se de procurar a melhor administradora, como a Multimarcas Consórcios.
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